Vimos as melhores e as piores notÃcias para as famÃlias portuguesas a nÃvel de economia.
Veja comigo o que mudou e as estatÃsticas do ano de 2016.
O melhor e o pior de 2016 para a economia familiar
As Boas NotÃcias de 2016:
1. Penhora: Em Maio de 2016, entrou em vigor uma nova lei que protege a casa de morada de famÃlia de processos de execução fiscal.
2. Abono de famÃlia: Esta prestação subiu nos três escalões (com aumentos entre os 2% e os 3,5%) e foi reforçado o apoio à s famÃlias monoparentais.
Segundo a Segurança Social, esta atualização nos valores do abono de famÃlia terá afetado um milhão e cem mil crianças e jovens.
3. IRS: Nova tabela atualizada em 0.5%. Esta actualização, que não acontecia desde 2012, acabou por beneficiar os contribuintes. Todas as famÃlias sem filhos a cargo saÃram a ganhar no IRS de 2016. FamÃlias com dependentes ou ascendentes pobres no seu agregado fiscal pagaram menos ou mais.
4. Tarifa Social de Electricidade: Mais pessoas puderam aceder à tarifa social de electricidade e assim obter descontos na conta da luz. A ERSE anunciou o aumento em 10% do valor do rendimento anual máximo. Em 2015 era necessário um valor anual inferior a 5.280 euros para aceder aos descontos. Em 1 de janeiro de 2016, o limite aumentou para os 5. 808 euros, chegando a mais pessoas.
5. Simplex 2016: votar em qualquer lugar, tratar de toda a vida escolar dos filhos online, tratar do IRS automaticamente, foram algumas das 255 novas medidas conhecidas em Maio de 2016 e que vieram facilitar a vida das famÃlias.
6. Médico de FamÃlia: a partir de 1 de setembro todos os bebés passaram a ter direito a um médico de famÃlia à nascença graças ao projeto “Nascer Cidadãoâ€.
As Más NotÃcias:
1. Poupança – A poupança das famÃlias foi negativa no primeiro trimestre de 2016. É um caso inédito desde 1999 de acordo com o Instituto Nacional de EstatÃstica (INE). Nos primeiros três meses de 2016, o consumo excedeu o rendimento disponÃvel das famÃlias em €356 milhões.
2. Endividamento: O Gabinete de Apoio ao Sobreendividado da Deco recebeu, no primeiro semestre do ano 2016, 17.300 pedidos de ajuda, mais 70 face a igual perÃodo de 2015, o que mostra que o endividamento das famÃlias aumentou.
3. Redistribuição da riqueza: Um estudo do Credit Suisse sobre a riqueza global revelou que Portugal tem 54.233 milionários, mais 1.339 do que no ano passado. Entretanto, 84% dos adultos portugueses têm um património abaixo de cem mil dólares.
4. IMI: Fatores como a vista e a exposição ao sol dos imóveis passaram a ter mais peso na valorização do imóvel e do IMI a pagar. A majoração quadruplicou: passa de 5% para 20%. Quando considerados para reduzir a valorização do imóvel o seu valor foi apenas estipulado em 10%. Questão… como se medem estes valores?
5. (Des)Emprego: Mais de metade do emprego criado por conta de outrem é precário e a prazo, segundo o Instituto Nacional de EstatÃstica (INE).
O desemprego jovem continuou mais alto em Portugal do que na média da União Europeia. Já o número de jovens portugueses que não têm emprego nem estudam tem vindo a cair e até está abaixo da média europeia. Mas ainda existe e não ajuda as condições da famÃlia.

